Deslize -

Deslize - E você é capaz. Para isso, não se incomode com coisas pequenas, com obstáculos que aparecem do nada, com gente que não vale a pena. Simplesmente leve a sua vida de acordo com os seus valores, seguindo a trilha da sua consciência. Não se deixe levar pela irritação, a raiva; não aceite provocações, não se incomode com a opinião de pessoas mal intencionadas. Não caia nessas armadilhas - é só desgaste e perda de tempo. Agir assim é um desafio diário, mas vale a pena.
- Chuck Palahniuk -

17 novembro 2010

you bring light in

Vídeo massa da nossa querida Absolut.

03 novembro 2010

Absolut Pajamas



Estava há alguns dias guardando as ultimas páginas do Menino do Pijama Listrado.

(vivo economizando livros, séries, filmes, roupas...) (reais, dólares).

Agora acabei ele.

Tudo bem se eu não gostei desse livro?

Esse é o primeiro best-seller que leio. Nunca li nenhum desses campeões de venda, que estão sempre bem no meio das grandes livrarias e todo mundo ama. Sim, tem uma parte de pré-conceito, eu não nego, mas sempre me interessei por alguns outros antes de qualquer um desses. Enfim, de um jeito ou de outro, o do John Boyne foi o primeiro que me propus.

Eu não vou ficar falando mal desse tipo de livro, generalizando e colocando todos num mesmo saco de livro popular. Não vou porque já ouvi muito elogio de pessoas que considero muito interessantes e inteligentes, sobre vários desse, vamos dizer assim, gênero. Não li, não pretendo ler tão cedo, mas não vou dizer que nunca vou ler um da prateleira grande com 1032 cópias expostas.

Depois de acabar de ler o Assombro, do Chuck Palahniuk (que não é um suspense ou um terror, é apenas Palahniuk), e ao já ter começado Trainspotting, do Irvine Welsh (é só ver o filme e ligar as coisas), fica difícil de eu me ver profundamente entretido com esse livro de linguagem infantil e simples. E esses dois adjetivos, aqui, não são usados de forma pejorativa, não mesmo. Todas as milhões de pessoas que ficaram encantadas com o Menino do Pijama, se referem justamente a isso ao explicar seus fascínios, à linguagem simples que o tema é abordado, já que a história é contada por um menino de 9 anos.

Tudo bem que a justificativa seja essa. É uma criança quem conta a história, não podia ser muito mais profundo ou elaborado. Esse é o intuito, dizem. Talvez se o menino tivesse visto mais coisas e contado com suas palavras, mas ele viu tão pouco, ele passou por tão pouco. Um livro de 180 páginas – e letras grandes – que faz passar 1 ano e não muda praticamente nada após esse tempo, pra mim torna-se pobre, vago. Sim, ele é vago porque vem dos olhos de uma criança, eu entendi. Vago demais na minha opinião, bobinho demais. Mas, essa é a minha opinião, e mais, essa é a minha opinião hoje. Talvez seja pela minha época de vida, talvez seja por ter lido ele entre dois livros tão fortes. Ou talvez eu tenha realmente pensado nessa história como algo que praticamente pudesse (apenas) ser lido por crianças. Elas não entenderiam algumas coisas, mas essas são tão poucas que é isso que pode ter me feito pensar.

Bom, ainda temos uma chance. Sabe os dois escritores que citei aqui? Palahniuk e Welsh? Ambos já fizeram algo em comum, que é o que pode salvar nosso querido livrinho. Os dois já escreveram livros que, algum tempo depois, entraram no hall dos raríssimos livros que tiveram sua história transformada em um filme e ficaram pra trás da versão de cinema. Clube da Luta do primeiro, e o próprio Trainspotting, do segundo. Dois super mega ultra excelentes filmes que, contados nas páginas impressas não tem a mesma magia que os gênios David Fincher e Danny Boyle conseguiram botar na tela. Eu sei que Ewan McGregor, David Carlyle, Brad Pitt e Edward Norton ajudam um tanto quanto bastante, mas todo mundo sabe que a maioria esmagadora das adaptações, das páginas pro cinema, não consegue superar a boa leitura.

Vamos torcer pra que esse tal Mark Herman, também conhecido por dirigir um filme que foi pro Brasil com o nome de “Na Maior” - nome perfeito pra passar na Sessão da Tarde, entre a Lagoa Azul e Férias de Verão, tenha feito um bom trabalho e salvo a fábula do menino de pijama.


23 outubro 2010

Absolut Shot



Não sei nem o que dizer.

Pelo menos no Japão eles me entendem.
Para Japão, leia-se China, Korea(s), Taiwan e todos esses vários japoneses.


09 outubro 2010

Som em silêncio.




Precisava agora de uma massagista.
Características específicas: Gorda, bem gorda. Dedos grossos e pesados. 59 anos. Russa. Meio loira, meio grisalha. Mal-humorada. To imaginando aqui uma camiseta meio larga (pra ser larga nela tem que ser tamanho XXXL), listrada horizontalmente, branco e cinza.
Ela tinha que falar só russo. E ficar aquele clima de acordo entre as partes, de que ninguem queria falar nada mesmo. Entre um gemido de dor e outro, ela saberia exatamente onde devia pegar mais pesado. Com gestos, pediria para dar especial atenção aos meus antebraços. Nesse momento, lágrimas escorreriam dos meus olhos, juntamente com urros de dor. O medo atravessaria meus olhos. A velha, ao se dar conta que ainda tem alguma coisa próxima de sentimentos, em algum canto daquele coração pequeno, gelado e amargo, aliviaria a pressão dos fortes dedos. Sim, essa seria a minha massagista velha/gorda/russa, fria e amarga. Mas o medo, nesse momento, não é de todo ruim. Aquela enxurrada de adrenalina vem e, logo depois, relaxamento. Ao me deparar com aquele breve momento afetuoso da senhora de camiseta listrada, com apenas um olhar, pediria que não parasse, deixando transparecer que é dolorido mas que alguma coisa de masoquismo há nas dores musculares.
Quando tu vai em um massagista, tu sabe que ele não quer conversar. E tu, muito menos. Mas não adianta, o silêncio incomoda a maioria das pessoas. Logo, o desconforto te pega dos dois lados. Ou existe uma conversa, e isso é desagradável, já que o que voces dois querem é ficar quietos e cada um fazer a sua parte, ou fica aquele silêncio, desagradável pra maioria, e invariavelmente interrompido por amenidades, como tempo, futebol, "a vida" e outros assuntos que ninguem fala por vontade própria por aí.
Eu sou apaixonado pelo silêncio, e por tudo que ele traz junto. É impressionante a quantidade de informação que - estranhamente - o silêncio pode trazer das pessoas. Ele, é claro, tem o poder de trazer paz, só que ele tambem tem o poder de trazer inquietação, e são dois sentimentos tão contrários e distantes. Mágico silêncio.
Quer saber uma coisa legal? Eu consigo escutar musica bem alta no fone de ouvido, e mesmo assim estar em silêncio.
Mas a nacionalidade da minha massagista pouco tem a ver com o silêncio. Está bem mais relacionada ao simples fato de ela ser uma russa e, bom, todo mundo sabe que de russos, só o que podemos ter é medo.

04 outubro 2010

Postergar é viver.



E é quando tu te pára querendo falar e escrever tanta coisa, que só um gravador de voz – e um posterior livro – poderia suportar e acompanhar.
Mas não, (ainda) não tenho um gravador de voz e (ainda) não estou pronto pra escrever um livro. Logo terei e logo estarei.
Muita gente que eu conheço que tem blog, volta e meia tá por alí dizendo que faz tempo que não escreve, que anda sumido, que logo vai voltar a escrever bastante.
Tenho esse incrível poder de deixar quase tudo pra depois. A magia de postergar tudo que você pode. E quase tudo pode. Mas quem te embala depois disso? A culpa, óbvio.
E-mails tem uma excelente ferramenta chamada “marcar como não lido”. Nenhuma outro botão é mais apertado por mim do que este. Recebe o e-mail, lê o e-mail, seleciona o e-mail, marca como não lido. Perfeito. Ele segue amarelinho, destacado, tu segue olhando pra ele e ele segue te dizendo que tu tá devendo. A culpa. Eu estou sempre devendo, pra mim mesmo. Devendo e-mails, devendo ligações, devendo respostas, devendo posts, conversas, visitas. Trato sempre de não fazer alguma(s) dessas, pra poder ficar sendo cutucado por mim mesmo, lembrando-me que devo. Que ainda tenho que.
Em minha defesa (contra mim mesmo), alego que tenho trabalhado bastante. Estou inteiramente contente com isso, tenho me dedicado horrores pra todas as coisas novas que tenho descoberto nos ultimos tempos.
Mas... as culpas seguem acumulando. Alguns vários e-mails “não lidos”, posts por aqui que quis fazer e não fiz, e várias outras modalidades de faltas que tenho comigo mesmo.
Vale lembrar que a dor nos meus antebraços é bem grandinha, e que isso é fator somatório nas minhas não-postagens, não-emails, não-respostas e afins. Digitar, depois de tudo que passo de horas na frente do computador durante meu dia, tem sido sacrificante.
Bom, não é de todo ruim e “sacrificante” não é uma palavra que denote impossibilidade.
Depois de algumas desculpas esfarrapadas, dou algumas atualizadas do amigo enrolãozinho aqui.
  • Ando feliz com esse lugar que estou morando. Começando a me acostumar e a gostar. Sou completamente apaixonado pelo meu Brasil e isso faz eu ser um chatão por aqui as vezes, achando defeitos e mais defeitos nessa sociedade que tanto acredita ser a melhor. Sigo sendo chato, não gosto de quem fala mal do Brasil, e estou curtindo cada vez mais as coisas daqui.
  • Após ter passado por épocas de controversos vícios em seriados como Dawson's Creek e Felicity, e óbvios e unânimes vícios em seriados como Friends, House e Seinfeld, passo agora por um fortíssimo vício nos recém descobertos Six Feet Under e How I Met Your Mother. O primeiro, uma série mais séria, deve ser considerado um drama, é a história de uma família que é dona de uma funerária. Cada capítulo começa com uma morte e depois todos os sucessivos acontecimentos para o velório dessa pessoa. Em meio a isso são as histórias de todos os personagens: a mãe e seus três filhos. O pai morre, mas como é no primeiro capítulo, posso contar. Vício pesado. O segundo seriado é uma comédia, bem do estilo Friends. São 5 amigos que vivem sua vida entre um dos apartamentos e um bar. Friends são 6 e eles vivem tomando cafés no Central Perk. How I Met Your Mother são 5 e eles vivem tomando cerveja e whisky num bar. Sabe quando tu se apega aos personagens? É por aí, já anda difícil passar um dia sem ver um episódio que seja. Vício com elevados graus de dependência.
  • Estou aprendendo a andar de skate. Nunca fui fã disso que vive quebrando as pessoas, mas ando curtindo esse aprendizado. Sigo não achando legal ou inteligente aquelas mil rampas, degraus, pulos e (especialmente) corrimãos. Se arrebentar de graça não é comigo. Mas ando gostando de dar uma volta, calçadão, beira da praia, esse clima. Mas subir alí, se empurrar e pronto. Uma descida pra te ajudar e descansar a perna que embala é o ápice. Não passa disso.
Esses dias vim aqui pra botar um vídeo e não consegui. Estranho. Há pouco tempo postei um – do Madredeus – e me gabava por ter aprendido. Desaprendi.

25 agosto 2010

Vivendo e tuitando.



Depois de algum tempo tuitando pra lá e pra cá, a gente se dá conta do quanto se aprende sobre si mesmo. Se dá conta de várias conclusões que se tira, sobre nós mesmos e sobre o que tá em volta da gente. Conclusões, que são a base do que essa galera coloca alí.
Mostra-se tambem muita coisa. Sites, imagens, notícias, novidades, velharias... Mas quando falam, basicamente, contam ou tiram conclusões.
E aí, conhece-se, e reconhece-se.

Se tu nao tem twitter, facebook e escova de dente elétrica, tu nao pode morar na América

Nada como as águas do Pacífico. São capazes de quebrar um dedão.
Wine and Wii. Awesome, but not so safe.
Não sei quem disse que ficar na cama mais de 12 horas dói as costas.
Ô barulho irritante aquele alto que fazem enquanto mascam chiclete.
I would like to have a sleep button.
Eu tenho sono o tempo inteiro da minha vida. Tirando alguns momentos que eu gostaria de ter.
Um pacote de espinafre fazendo alusões católicas: No preservatives.
Alguem se sente util arrumando a cama?
Eu ainda sou daqueles que ve filme de super-heroi e quer ser um. E o pior, fico achando que sou um.
Juizes sao ladroes ao nascimento. Todos
Coisinha bem de americaninho, mas peanut butter and jelly é muito bom.
A palavra "samba" já me dá arrepios.
Tem roupas que insistem em ficar fora do armário. Arrumo, arrumo, arrumo e elas nunca vão lá pra dentro.
Lavar a parte de baixo do prato é uma questão puramente de tentar ter a consciência tranquila.
Ta rolando uma Diana Krall na minha casa. Reconheci a voz, ela tocava na praça de alimentação do Bourbon.
Venho por meio deste expressar publicamente meu respeito, admiração e fanatismo por Galvão Bueno.
Alguém já tentou colocar meias com uma mão só?
Depois que quem limpa o teu banheiro é tu mesmo, tu começa a respeitar o ato de mijar sentado das mulheres.
O espirro, pra ser aproveitado de verdade, tem que ter o grito envolvido. No mínimo dois vizinhos precisam ouvir.
Pimenta é testar os limites do cara. Eu fico com ÓDIO se eu como pimenta.
Poucas coisas são mais irritantes do que o aspirador de pó do vizinho.
Estamos em 2010, não podem mais existir manchas em roupas.
Velha mania: "bah, olha que gosto horrível isso, parece que ta podre. prova."
O verão californiano é uma mentira.
Metade dos textos que rolam nos e-mails são do Jabor, a outra metade é do Veríssimo.
Sobre qualquer assunto que você precise na vida, existe um fórum.
O cheiro da salada com vinagre me remete instantaneamente aos tratamentos de piolhos feitos em tempos em que Kwell não existia.
Difícil respeitar plenamente alguém que usa sapatênis.
Sempre que vejo uma palavra que começa com O, tento lê-la de trás pra frente.

16 agosto 2010

Barba, cabelo e bigode.


Esses dias li um texto genial sobre barba.
Me senti (por mim mesmo) obrigado a escrever sobre o assunto.
Assunto este, que vem sendo recorrente nos meus dias.
Eu não sei exatamente quando eu comecei a não passar mais aquela gilete no meu rosto, mas certamente faz algo por volta de dois meses. E a gente vai conhecendo as inúmeras funções que uma barba pode ter.
A mais óbvia é o aquecimento do rosto, mas esse quesito não deve ser levado em consideração no exato momento, pelos simples fato de que estamos no auge do verão californiano – que diga-se de passagem, é uma mentira, pr'aqueles que acreditavam no sonho americano. Mas, de qualquer maneira, não ando precisando esquentar meu rosto, apesar do vento gelado que temos todos (sim todos) os dias no fim da tarde.
Nestes últimos tempos, tenho aprendido que uma coisa que faço muito bem é deixar crescer uma barba, com todos os cuidados, precauções e paciência que este ato demanda. Muito provavelmente isto não deve ser algo que se aprende, mas um dom.
Bom, outra função que vem se tornando evidente é o envelhecimento. Com certeza, sem a barba eu não pareço ter 25 anos de idade. Nesse momento eu me torno apto a ter a idade que eu desejar entre 20 e 30 anos. Aqui na América se pede identidade por não ser permitida a venda de bebidas alcoólicas para menores de 21 anos, em qualquer lugar. Enquanto um homem sem barba, sou solicitado praticamente todas as vezes que tento uma cerveja ou um whisky, mas agora a coisa mudou de figura, além de não me pedirem nada, ainda me chamam de senhor. Trata-se, claramente, de um elemento que traz respeito e credibilidade.
Mas, sem dúvida alguma, a melhor função da barba aparece ao ser indagado sobre alguma coisa. Imagine-se sendo perguntado sobre alguma coisa qualquer. Agora responda essa pergunta. OK, pode ter sido uma boa resposta. Mas agora tente de outra maneira: Ao receber a pergunta, escute atentamente, agora alise sua barba, com uma expressão pensativa. Agora responda. A alisada na barba dá um peso e um respaldo para sua resposta que nenhum outro gesto consegue dar.
Em termos puramente sociais, uma barba pode ser comparada a um terno.
É preciso estar preparado para comentários, apelidos e retaliações. Mas digo a vocês que vale a pena. O valor de uma penteadinha no bigode com os dedos é inestimável.

06 agosto 2010

Essa fé que ainda me faz otimista até demais.



A vida tem colocado algumas situações muito parecidas umas com as outras pela minha frente.

Na minha vida, nas vidas à minha volta, nas vidas dos personagens dos filmes que ando vendo.

Aquelas situações que envolvem um futuro, uma decisão e uma dúvida. Não muito mais do que isso. Talvez um pouco mais complexo, mas não muito mais. E aí nos perguntamos: Isso cabe a mim?

Sim, da nossa própria vida, ainda assim essa pergunta é feita.

E o mais interessante é que a resposta nem sempre é que sim. Aliás, muitas vezes, a resposta é não.

Isso cabe ao futuro. Isso é por conta do destino. Ah, isso aí deixa pra vida. Deus vai decidir. As energias vão conspirar. O mundo vai estar a teu favor.

E quem aqui vai bater o pé e dizer que nada disso é verdadeiro? Que sorte e destino não existem nem nunca vão existir.

E quem vai bater o pé e dizer que é tudo coisa de uma força maior, que nós não temos poder nenhum? Que a nossa influência é meramente ilustrativa.

E eu fico cansado dos discursos de todo mundo, de ficar tentando pender pra um lado ou pra outro. De tentar acreditar em um dos dois pensamentos.

Vi um filme em que algumas pessoas foram muito ajudadas. Curadas, pra falar a verdade e correr o risco de cair na bíblia. Bom, no filme, ou essas pessoas foram curadas por uma imagem de deus numa parede, ou foram curadas pela fé nessa imagem, ou foram curadas por uma coincidência.

O filme chama Henry Poole is Here, foi pro Brasil como O Paraíso é Logo Aqui. Não, ele não é um filme sobre religião. É uma coisa um pouco comédia, um pouco sei lá o que. Eu (fortemente) recomendo.

E as pessoas todas estão aí, à nossa volta, tentando fazer a gente acreditar que as coisas vão conspirar por/para nós. Que alguma força maior está preparando tudo pra nós. E o interessante é que o simples fato de alguns acreditarem nisso, faz com que essa força maior fique mais e mais forte. E ok, isso é bom. Bom mesmo. Que as coisas aconteçam pro bem, seja por energia ou seja por força.

Mas quer saber? Vai tu te mexer!

23 julho 2010

Struck



Short movie muito legal.


O cupido aprontando das suas. Filme premiadíssimo.

09 julho 2010

Economias e socos.


Achei um blog bem legal. Comecei a lê-lo de vez em quando. Esses dias eu tava procurando rankings de sites, e achei um ranking de blogs. Sabe-se lá quem faz esses rankings e qual a validade deles, mas alguém faz. E esse blog tava lá, encabeçando a lista.

O nome é ZenHabits. A frasezinha embaixo do nome é “smile, breathe & go slowly”. Ele é inteiramente branco, as imagens são claras e leves. Sim, um pouco oposto desse ambiente todo preto que a gente se encontra, aqui no meu querido absolutthing.

Bom (numero 1), eu adoro preto.

Bom (numero 2) (eu adoro começar frases com “bom”) (sempre me cuido pra não começar todas), o ultimo post desse blog foi muito muito legal, e resolvi trazer ele pra cá. Eu sei, não se pode copiar assim, copiado, mas vou semi-copiar. E, de qualquer maneira, o nome ta alí, o que acaba por desconfigurar plágio.

Aquele ambiente todo leve, calmo, branco. A foto é de uma menina de branco – na frente de uma parede branca com uma janela tapada por cortinas brancas, abrindo uma caixa branca – e o texto falando sobre simplicidade. O que me vem na cabeça? Clube da Luta, óbvio.

O filme que, do seu jeito, só quer falar sobre a simplicidade. Sobre deixar de se apegar tanto às suas coisas. O blog usa thing ou stuff, mas pra nós, coisa é qualquer....coisa. Mas vamos falar sobre coisas como sendo coisas. Digo, objetos, bens materiais. Bens.

Coisas.

Bom (3), dizia eu, que o Clube da Luta fala exatamente sobre isso, sobre se desapegar e viver o lado simples da vida. Claro que talvez isso só seja realmente notado depois da vígésima segunda vez que se vê o filme. E claro, tambem, que tem uns socos, uns chutes e umas atitudes um pouco... um pouco... diferentes.


Ao texto. (semi-copiado/resumido/levemente modificado/selecionado/eduardiado)


Como simplificar quando você curte as suas coisas.

Pare de comprar! (Adoro pensar assim.)

Conheco algumas pessoas que resolveram adotar esse tipo de pensamento, mais simples e menos consumista. Essas são as pessoas mais fascinantes e inspiradoras de todas.

Mas vamos ser realistas, a maioria das pessoas adora suas coisas e adora comprar mais delas. Assim como nossas atitudes em relação a comer bem, nossos sentimentos em relação aos nossos bens materiais são complicados. A gente sabe o que nos faz bem, mas a gente só não quer deixar de lado as coisas que gostamos. Nossas coisas fazem com que nos sintamos bem.

Existe como ter uma vida simples e ainda assim adorar nossas coisas? Será que deixar de lado nossas coisas conta muito nesse lance de vida simples?

Viver de forma simples e se desapegar dos materiais vão fazer sua vida melhor, isso é certo. Já existem horrores de pesquisas e evidências confirmando. Mas é possível que alguns bens materiais possam nos dar mais felicidade e diversão? Como podemos saber o que é ruim e o que é bom? O que é exagero e o que não é?

A motivação pela qual compraremos algo é o que vai decidir. As coisas que temos, ou que queremos comprar, são pra satisfazer nosso ego ou fazem bem pra nossa alma? Alguns bens podem nos trazer sentimentos realmente bons, mas tem outros muitos que servem só pra aliviar nossa vontade de comprar.

Se prestarmos mais atençao nas nossas idéias sobre os materiais, podemos ter um equilíbrio entre adorar nossas coisas e viver simples.

Alguns pensamentos que podem ser úteis:

1 – Olhe pra sua casa. Toda ela. Você vê coisas que nunca usa e não dá bola? Por que você não dá isso? Faça mais espaço tirando essas coisas do seu ambiente. E provavelmente alguem vai precisar dessas coisas.

2 – Pense no porque você está guardando algumas coisas. São verdadeiramente úteis ou significantes? São pra impressionar os outros ou pra fazer você se sentir mais importante?

3 – Preste atenção em como você gasta seu tempo. Você tem coisas pra hobbies que você nunca pratica? Você tem uma cozinha cheia de utensílios mas você quase nunca faz comida? Se você realmente acredita que vai voltar a praticar um hobby, encaixote as coisas e guarde até você fazer. Mas pense bem. E seja realista em relação a quanto tempo voce tem pra usar aquelas coisas exóticas que você comprou numa promoção.

4 – Sua profissão lida com coisas? Tem algumas que lidam sim, e essas pessoas podem ter dificuldades com isso, já que vivem rodeados por coisas cada vez melhores e mais novas. Existe beleza e arte em muita coisa, mas considere isso: você não precisa ter todas essas coisas pra apreciá-las. Uma vez o Eckhart Tolle (um escritor, falo depois sobre ele) falou pra Oprah (a José Eugênio Soares deles) pra ela não comprar tudo que ela gostava ou queria. E ela poderia, se quisesse.

5 – Prefira experiências à coisas. Gastos com vivências dão muito mais prazer do que gastos com materiais. A memória das experiências melhora com o tempo. Vivências fazem você se relacionar mais com pessoas, o que, certamente, traz mais felicidade. Se você quer muito gastar dinheiro, gaste com uma baita experiência com alguem que você goste.

6 – Quando você pensa nas suas coisas, ou quer comprar algo novo, avalie essas questões:

  • Isso faz a sua vida mais bela e faz bem pra sua alma.

  • Isso faz parte de uma paixão ou hobby.

  • Isso ajuda a deixar a família e os amigos juntos de uma maneira criativa e significativa.

  • Isso ensina.

  • Isso faz a sua vida mais simples.

  • Isso ajuda alguem.

  • Isso é útil e necessário pro seu dia-a-dia.

  • Isso faz parte de uma tradição ou faz você lembrar de uma ocasião especial.

7 – Você vai saber que está comprando sem pensar direito se você:

  • Comprar por puro capricho.

  • Comprar pra impressionar os outros.

  • Comprar porque você acha que mereçe. A frase “ah, eu mereço isso” é o maior veneno de todos.

  • Comprar quando tá sem grana.

  • Comprar somente pra repôr algo que ainda está bom.

  • Comprar porque outra pessoa tem e você quer ter tambem.

  • Comprar porque a propaganda seduziu você.

  • Comprar porque você está entediado.

  • Compra porque comprar acalma você.

É possível equilibrar a simplicidade com as compras e posses. Você tem que curtir coisas sem viver de aparências.

Uma vez que você conseguir ter algumas coisas e não deixar que elas tenham você, você vai ter uma deliciosa harmonia entre o que você tem e quem você é.


Fiquei de falar do escritor, o Tolle. Esse cara escreveu um livro desses de auto-ajuda que chama “O Poder do Agora”. Eu ganhei ele, e li as primeiras 50 páginas, nem isso. Esse livro fez uma diferença gigantesca na minha vida, mesmo estando na prateleira dos auto-ajuda, que junto com a dos best-sellers (e me parece que esse livro é auto-ajuda E best-seller juntos), eu procuro passar longe.

Bom (4), O Poder do Agora começa falando que nossa mente não se resume a pensar. E isso é incrível. Eu aprendi a pensar menos e isso foi importantíssimo na minha vida. Não falo em pensar menos nas coisas, em me tornar mais inconsequente, falo em conseguir descansar minha mente dos meus pensamentos.

Logo continuo lendo o livro. E digo mais, recomendo.

Dizem que os grandes gênios tiveram suas idéias quando de cabeça vazia.